sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Estréia, estréia !




Núcleo 1408 traz aos palcos paulistanos um novo Calígula

Obra de Albert Camus ganha um novo olhar e volta aos palcos paulistanos em outubro, sob direção de Rui Xavier


Com estréia marcada para 17 de outubro, o Núcleo 1408 - Cia de Teatro e Invenção traz ao palco do Teatro Coletivo (antigo Teatro Fábrica) um novo olhar sobre a obra Calígula, de Albert Camus, Prêmio Nobel de Literatura em 1957. O espetáculo, que já teve diversas montagens, desta vez ganha o olhar do jovem diretor Rui Xavier, que há um ano vive o desafio de dar vida ao personagem polêmico do terceiro imperador romano e propõe uma reflexão política capaz de atingir diversos níveis de entendimento. É por meio da interpretação de Daniel Sommerfeld, mais uma vez dirigido por Xavier, e de outros nomes da Cia, que a tragédia se dá, em uma produção independente e não menos ousada que o texto que a sustenta.

A montagem trará à tona ingredientes tradicionais, como heroísmo, loucura, confronto e morte, mas é a paixão, e não aquela da sede de amar, e sim aquela pelo impossível, que faz de Calígula um espetáculo movido por uma loucura respeitável. “Calígula é um homem que se revolta contra a própria vida, ele crê que os homens morrem e não são felizes e luta contra isso. É de sua força e paixão para ir contra tudo que a vida propõe que há muitas possibilidades de reflexão”, explica Rui Xavier.

Entre os desafios que cercam a missão da Cia está o de atrair o público pelo tema, que além de envolto de preconceito, possui inúmeras interpretações anteriores que se tornaram referências no imaginário do público, como a recente montagem teatral de Gabriel Villela ou o filme “Calígula”, de Tinto Braz, baseado em texto de Gore Vidal sobre a mesma figura histórica. Para driblar estas referências, a Cia escolheu uma linguagem estética limpa e sóbria, mas sem nenhum elemento estático, o que dá às cenas em palco italiano, dinâmica e movimentação. A escolha foi por uma roupagem em que o contemporâneo e a Roma Antiga convivem em anacronismo, e o cenário, não realista, é composto por três grandes volumes monolíticos, que se movimentam compondo o espaço de diferentes maneiras.

Outra técnica que vem se tornando marca da Cia é a inserção de projeções audiovisuais dialogando com as cenas. Em um dos delírios de Calígula, por exemplo, o público poderá emocionar-se com os passos da bailarina Juliana Santos, que interpretará um dos desejos impossíveis do imperador: a Lua. E, utilizando-se de suas fases, a coreografia fará um discurso sobre o feminino.

A peça – Parte da perda de um amor proibido: Drusilla, irmã e amante de Calígula, morre. É quando um príncipe relativamente amável, tomado por uma espécie de loucura, irrompe em cena para expressar seu desejo pelo impossível: ter a lua para si (o mesmo que a felicidade ou a vida eterna). Suas atitudes são delineadas pela violência e horror, pela recusa de sentimentos como amizade e amor e, ainda, pela perversão sistemática que faz com que os senadores que o rodeiam, voltem-se contra ele em uma trama de assassinato que termina em uma espécie de suicídio superior. “Ele (Calígula) deseja ser morto, está consciente que suas atitudes o levarão para isso, e a violência e a loucura das suas ações, que nos impressionam tanto, são para ele uma estratégia”, completa o ator Daniel Sommerfeld.

Além da cúpula que trama sua morte, Calígula tem em sua defesa o escravo liberto e a velha amante resignada. Neste contexto, ainda dividido, o poeta.

“O texto dramático, de cunho intelectual, está repleto de frases reflexivas e extremamente impactantes. Somado à proposta de movimentação dos elementos no palco e a trilha sonora constante, por vezes subliminar, preencherá todas as pausas e conduzirá as duas horas de espetáculo com leveza”, diz Paulo de Tharso, tradutor da obra.

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Serviço
Peça: Calígula

Local: Teatro Coletivo (antigo Teatro Fábrica) – Rua da Consolação 1623 – Tel. 3255-5922

Estréia: 17/10/09

Apresentações: Sábados, às 21h, e domingos, às 20h

Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (estudantes, idosos e classe)

Duração: 120 minutos

Classificação etária: 18 anos

Informações: Talita Melo (assessoria de imprensa)

talita.melo1@gmail.com

Tel. 11 8038-4066

Erika Horn (produtora executiva)

producao.caligula@gmail.com

Tel. 11 4508-0757 / 11 8597-9737

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Love is all you need

Find a new home,
Find a job,
Pay your bills.
Find a real friend,
Lose an important document,
Important?
Find a television,
Find a wireless internet,
Find a wordrobe,
Find a bra,
Find a sofa,
Find a cigarette,
Find a drink,
Find a picture,
Lose a beautiful bag,
Lose self control,
Find a family,
Find a smile,
Find a theatre confort,
Find trouble,
Lose a make up,
Find a black tear,
Find Peace.
.Found love.

quinta-feira, 4 de junho de 2009



Se tenho fome
Como logo o Pão de Açúcar
Urro no morro da Urca
Se quero abraço
Tenho o Cristo pra abraçar
Tamborim pra ti tarol
Escalados pelo sol
Rio e morro de amar.

Beijo,tchau.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A única coisa eternamente nova

O que hoje somos,não se compara ao que fomos
Ao que fomos antes
quando eramos bem mais mutantes
nem mesmo o céu,nem mesmo o céu
nem mesmo o céu é azul como antes
O amor é a única coisa eternamente nova
O tempo passa e ele continua botando a gente à prova
Meu bem
Quando eu disser que te amo
Diga que me ama também
Meu bem
Quando eu disser que te amo
Diga que me ama também

Um dia cinza, uma ânsia matinal, um sorriso bobo e uma bela canção.

Bebados Habilidosos - Mutantes.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Rainha do baile




A vida com seus caminhos tortuosos um dia faz voce se encontrar em meio a orçamentos, borderos, conversas, pesquisas, ensaios, desfiles, bastidores, elenco e figurino, faz voce unir vontades e vocação, paixões e talento, faz voce ser o que voce quer ser quando crescer, sim, ela faz o universo conspirar e os sonhos não envelhecerem. A nos, protagonistas, resta a força para os percalços, o suor, o prazer e aquela historia de "Protect me from what I want"..
E so abrir a janela pra ver que tem um mundão ai fora pra gente pintar, vem comigo e segura na minha mão bem forte que vamos correr por ai, prometo dar aqueles meus gritos se me devolverem aquela estranheza deliciosa de poucos exemplares, vamos fazer o nosso pacto nas ruas de Varsovia, colher flores na Primavera de Praga, dançar na Praça Vermelha,se embriagar em Corte-D'azur..
Ha muito mais cores do que se pode imaginar.

* As fotos sao moda de rua, ruas de Berlim: http://stilinberlin.blogspot.com/

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Olhos de ressaca


Nicolas Duvauchelle - Love, love, love.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Boba alegre

Ao mergulhar por dentro deste peito se defrontará com alguns muitos dias cinzas, com a tonalidade do descaso, e alguns poucos outros amarelos alaranjados e brilhantes, com o nuance da ventura. Sentirá o penoso exercício de não abrir mão das pessoas facilmente e sempre insistirá nas trocas, sonhará mais e dormirá menos, terá grande dificuldade em abandonar o barco e dançará no convés porque saberá que gente dessa raça tem o vício de acreditar, mas por muitas tantas vezes será cruelmente exaurido pela rotina e a escassez de boas surpresas. Terá a lembrança de um passado colorido, um presente em preto e branco e a esperança de um futuro em aquarela.
Burlará a morte e o inferno de cada santo dia.
Será uma boba alegre.